Quando Crowley idealizou as cartas de Thoth, percebeu que havia duas importantes questões que permitiam uma mudança de duas peças consideradas vitais na Família Real, ou seja, o Rei e o Cavaleiro. Segundo ele, a energia dinâmica do Cavaleiro é mais equivalente ao posto principal, do que pelo Rei dos antigos baralhos, e através do Casamento Místico a Rainha desperta os velhos tempos do Rei, conferindo-lhe a juventude do Cavaleiro e desta forma o ciclo se renova perenemente. Por isto houve uma necessária troca de títulos segundo os aspectos de cada um. No caso das Princesas, elas não possuem qualquer atribuição astrológica como os outros membros de sua Família, no entanto, Aleister Crowley achava que as Princesas poderiam indicar temperamentos ou ‘classes’ de seres humanos, segundo as combinações dos elementos.
Há referência astrológica dos 36 decanatos do zodíaco inserida nos três primeiros títulos da Corte, ou seja, Cavaleiro, Rainha e Príncipe, além disso, o intercâmbio dos 4 elementos que permutam a cada instante suas tendências, inclusive com a Princesa. Não foi Crowley que criou esta associação, um antigo jornalista e erudito do Tarô no século XIX, Jean-Baptiste Pitois, conhecido como Paul Christian, desenvolveu um esquema astrológico associado aos doze signos do zodíaco e os quatro elementos relacionados as dezesseis Cartas da Corte.Esta associação provavelmente inspirou MacGregor Mathers e posteriormente a Crowley na formação das lâminas da Família Real.
CAVALEIRO DE PAUS
RAINHA DE PAUS
PRINCIPE DE PAUS
PRINCESA DE PAUS
CAVALEIROS DE COPAS
RAINHA DE COPAS
PRINCIPE DE COPAS
PRINCESA DE COPAS
CAVALEIRO DE ESPADAS
RAINHA DE ESPADAS
PRINCIPE DE ESPADAS
PRINCESA DE ESPADAS
CAVALEIRO DE DISCOS
RAINHA DE DISCOS
PRINCIPE DE DISCOS

















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